Não adianta!
Fui bem mais longe do que sempre quis;
Afoguei-me em lágrimas de mim;
Vi-te em todo o lado
e em todo o lado me perdi;
E de que me importa?
De que me importou pensar assim em ti?...
Não tem importância!
Porque hei-de escrever sobre quem não conheci?
Reunir virtudes
de inúmeras amizades
e juntá-las todas em quem nem sequer vi;
De que me valeu sonhar-te perfeita
se dessa perfeição
só uma ilusão eu senti?...
Não escreverei mais sobre ti;
Não perderei mais o meu tempo
em lamentos incorrectos
que me rebuscam por dentro
e me esfaqueiam sem fim!
Não chorarei mais por mim!
O tempo há muito passa lesto
e há muitos minutos que perco
o tempo que de mim retiro assim;
Parti;
Já fiz as malas e saí!
Não perguntes mais por mim,
só aqui acharás um desamparado passado infeliz;
Morri! Para ti, morri;
Sei que encontrarei um dia quem me queira assim,
mas por agora…
Morri!
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